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Dia de Iemanjá traz à tona o livre arbítrio religioso
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por Cristiane Regin... - 02/02/2012
Igaraçu do Tietê | SP |
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Grupo Pernambucano Combo-X pretende levar, além de música, informação,sobre a África e religiões de matrizes africanas
Atabaques, tambores, santos, guias, orixás, elementos comuns à religiões de matrizes africanas, um universo desconhecido pela grande maioria dos brasileiros e criticado por muitos que não veem a livre crença como um a prática aceitável.
Hoje, 2 de fevereiro é dia de Iemanjá, segundo a crença candomblecista e umbandista, este orixá é a rainha do mar, além de ser a padroeira dos náufragos e mãe de todas as cabeças humanas.
A manifestação religiosa e até mesmo cultural de religiões de matrizes africanas é diretamente ligada à música, seja nas letras que trazem a tona a pluralidade cultural religiosa existente no Brasil, onde composições citam nomes de orixás ou santos, mas principalmente no que diz respeito a musicalidade, ao toque dos tambores usados na prática religiosa.
O grupo pernanbucano Combo-X, traz em suas canções uma forte influência cultural africana, seus integrantes são adeptos de religiões de matrizes africanas e usam suas músicas para levar adiante não somente cultura musical, mas também informação “Somos acostumado com os terreiro de candomblé e a referência da África, temos a preocupação de que sempre quando pudermos chegar às cidades também possamos promover workshops, palestras oficinas, ligadas as nossas praticas não só religiosas, mas também culturais”.
O candomblé, a umbanda, assim como tudo que não é maioria, tem a tendência de ser criticado. Muitas vezes a critica parte para o campo da intolerância religiosa, um mal que aflige aqueles que protestam sua fé, manifestam seu posicionamento e sua crença a um determinado Deus.
O ser humano tem por ego e individualidade, julgar o “seu” como sendo superior aos demais, não só por defeito, mas também por defesa, um posicionamento narcisista que coloca em um plano de inferioridade tudo o que não seja espelho, o que reflete contrário já se torna uma ameaça, aos padrões da normalidade.
Mas, quem criou os padrões? Quais são as regras? Quem as escreveu? Os intolerantes aceitam tendências, seguem clichês, juntam-se a maioria, se opõem ao que de fato não conhecem, e não estão abertos a conhecer. Esses acreditam ser mais fácil abrir a boca para a critica, do que a cabeça para o conhecimento, o respeito ao próximo, ao gosto, às escolhas e opções dos demais.
A grande maioria das religiões, seja de denominações, evangélicas, pentecostais ou cristãs, pregam o amor ao próximo, mas na pratica o que vemos é que para que amor aconteça de fato, antes alguns olham quem é este próximo, e se este não os agrada, simplesmente viram as costas e procuram outro próximo para amar. Não que esta atitude seja praticada por todos, pelo contrário, podemos elencar um número grande de ações de amor próximo, mas a partir do momento que atacamos, seja com palavras, gestos ou expressões físicas, estamos praticando qualquer coisa menos o amor.
Serviço: Informações sobre o Grupo Combo X no site www.combxpe.com.br
Esquina Comunicação
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