Sérgio Roberto Serafim é um legítimo cidadão de Madureira que foi criado em São João de Meriti, cidade que lhe deu o apelido que o consagrou. Herdeiro do talento musical de seus pais, Dona Nair e Seu Felisbino, Serginho entrou em um estúdio pela primeira vez aos 27 anos, em 1986, para gravar o seu primeiro sucesso, "Balanço do Mar", em parceria com Carlinhos PQD, pela extinta Tape Car.
Nos bailes da Baixada Fluminense, com o Copa 7, Serginho chamou a atenção do cantor Bebeto, que gravou 36 músicas suas. Com este sucesso, o cantor foi contratado por Roberto Menescal, que o levou para a Polygram em 1989, e depois disso, ele não parou mais. São 376 composições gravadas por nomes como Zeca Pagodinho, Alcione, Almir Guineto, Fundo de Quintal, Arlindo Cruz, Martinho da Vila, Beth Carvalho, Cidade Negra, Maria Rita, Belo, Exalta Samba e Leandro Sapucahy, entre outros.
Algumas de suas canções entraram para a história da MPB, como "Negra Ângela", na voz de Neguinho da Beija-Flor, e “Quando eu contar (Iaiá)”, com Zeca Pagodinho. Também gravada por Zeca, "Deixa a Vida me Levar" ganhou o Grammy Latino em 2003 e o Prêmio Tim em 2004 de Melhor Samba, além de se tornar uma espécie de hino da seleção brasileira na conquista do Penta, em 2002.
Com cinco CDs no currículo e, segundo algumas fontes, mais de mil composições, Serginho definitivamente tem seu nome gravado na história da música brasileira. Em seu último CD, "Luz do Nosso Povo", ele revisita antigos sucessos e traz músicas inéditas, de um processo de criação incessante. A vida pode levar o compositor para onde ela quiser, mas deixe sempre papel e caneta por perto, porque versos sempre povoarão essa mente brilhante.




















